Bancários de todo o país aprovaram neste domingo (10) a pauta de reivindicações da categoria. Entre as prioridades, estão aumento real de 5%, PLR maior, ampliação de direitos e defesa dos empregos. Além disso, a categoria também defende a igualdade salarial entre homens e mulheres, jornada semanal de quatro dias e o fim das metas abusivas. Assim, nos próximos dias, os bancários vão encaminhar a pauta à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar início às mesas de negociação da Campanha Nacional Unificada 2024.

O documento é resultado da 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que reuniu 632 delegados de norte a sul do país, representando bancos públicos e privados. O evento ocorreu durante o final de semana, em São Paulo.
“Nossa campanha começou em abril, com a consulta à categoria, e em seguida as conferências estaduais e hoje finalizamos a Conferência Nacional. O resultado da consulta reflete a real necessidade da categoria. Nas cláusulas econômicas, as principais reivindicações foram por aumento real, PLR maior, e reajustes no vale-alimentação e refeição”, afirmou Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Entre as cláusulas sociais, a consulta apontou a manutenção dos direitos, emprego, combate ao assédio moral e jornada de quatro dias. E destaca como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: um terço dos bancários responderam que usam medicamentos controlados”, acrescentou.
Emprego
Ao mesmo tempo, a defesa do emprego é uma das prioridades da Campanha 2024. “Temos a oportunidade de avançar no tema do emprego, onde a categoria bancária está reduzindo a passos largos. Nos últimos 10 anos, foram extintos cerca de 78 mil empregos bancários e mais de 6 mil agências tradicionais. Este cenário amplia a intensidade de trabalho do bancário. Assim, é fundamental o aprofundamento da discussão sobre a importância da jornada de quatro dias de trabalho que tem potencial para geração de emprego e tende a melhorar a qualidade de vida e inúmeras questões de saúde que afligem os bancários”, ressalta Neiva Ribeiro.
Por fim, os bancários reivindicam ainda a redução das taxas de juros para estímulo do desenvolvimento econômico e social, com um Banco Central que atue para o interesse de um Estado brasileiro, não para especulação e para o financiamento de um grupo de bilionários do Brasil. Com informações da Rede Brasil Atual.



