Da redação
Trabalhadores nos Correios em São Paulo, Rio de Janeiro e mais três regiões anunciaram paralisação por tempo indeterminado a partir de amanhã (23), véspera da chamada Black Friday, data comercial. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), o motivo da greve é a “persistente recusa da direção dos Correios em resolver 26 questões identificadas antes da assinatura do acordo coletivo”. Da Rede Brasil Atual.

A entidade – que representa os sindicatos de São Paulo, Rio, Bauru (SP), Tocantins e Maranhão – optou por não assinar o acordo negociado com a direção da Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos (ECT), devido a “graves erros” de redação contidos no texto. Já a Fentect, federação nacional da categoria, assinou a convenção. A data-base é 1º de agosto.
Direção tem “postura inadequada”
A Findect afirma que buscou o diálogo nos últimos 50 dias. Mas a direção da ECT, “liderada por Fabiano Silva, foi inadequada, negligenciando as legítimas demandas dos trabalhadores”. Até as 13h30 desta quarta-feira (22), a empresa não procurou os trabalhadores, segundo o secretário de comunicação da entidade, Douglas Melo. Por isso, por enquanto o indicativo para as assembleias é no sentido de aprovar a greve.
Segundo a federação, um “ponto crucial” é a não incorporação de abono de R$ 250 ao salário-base. A entidade considera isso “uma afronta direta aos trabalhadores e contradiz o que foi negociado na mesa de negociação coletiva”. E acrescenta: “A proposta de pagamento desse montante em ‘steps’ (faixas salariais) não apresenta benefícios concretos e coloca em risco a estabilidade financeira da categoria”. Além disso, “a iminente tributação sobre a bonificação de R$ 1500 em janeiro representa um sério risco de redução substancial desses valores”.
Inconsistências no acordo
“A categoria também exige a realização de concurso público, melhorias no planos de saúde e condições laborais dignas, diante de uma carência de concurso e um efetivo defasado há mais de uma década”, afirma ainda a federação. A entidade acrescenta que a greve “não se limita à correção de inconsistências do acordo coletivo”.
Por sua vez, a Fentect acionou a Justiça do Trabalho devido a “desconto indevido” no abono indenizatório previsto no acordo coletivo. O valor a ser pago deveria ser de R$ 1 mil por trabalhador, “mas o valor real depositado apresentou deduções não previstas”.



