Com economia avançando, Ibovespa bate máxima histórica e passa de 131 mil pontos

Da redação

Mesmo com algumas análises de que o Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe sinais mais hawkish (duros) com relação à política monetária na véspera, o Ibovespa segue a euforia do último pregão e chegou a renovar a máxima histórica intradia na manhã desta quinta-feira (14), com a continuidade das altas em meio ao cenário de corte de juros por aqui e também com a visão de corte de juros pelo Federal Reserve. om informações do Brasil 247.

Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsa de Valores – Foto – Ricardo Stuckert – PR / Amanda Perobelli – Reuters

Já na máxima do dia desta quinta, o índice foi aos 131.295 pontos, logo durante a manhã. Às 10h37 (horário de Brasília), a alta era menor, mas ainda expressiva, de 1%, a 130.765 pontos.

Cabe ressaltar que, ontem, o Ibovespa teve uma sessão de forte ânimo ao subir 2,42%, aos 129.465,08 pontos, maior nível de fechamento desde 24 de junho de 2021, então aos 129.513,62 pontos. Com isso, o benchmark da Bolsa precisaria de apenas de uma alta de 0,98% da sua cotação máxima de fechamento, que aconteceu em 7 de junho de 2021, quando atingiu os 130.776 pontos (a máxima intradia naquela sessão foi de 131.190 pontos), o que ocorreu.

Na véspera, o movimento de euforia aconteceu após a decisão de política monetária do Federal Reserve, às 16h (horário de Brasília).

Conforme esperado, o BC americano manteve, em decisão unânime, a taxa de juros de referência na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. E o gráfico de pontos, mais aguardado do que o próprio comunicado, mostrou que 15 dirigentes do Fed veem juros entre 4,25% e 5% em 2024 – e que a maioria dos dirigentes espera juros entre 3% e 4% até o fim de 2025.

Em suma, a leitura do mercado, ante as indicações de tarde do Fed, é de que os juros na maior economia do mundo, de fato, já passaram do ponto mais alto do ciclo de elevação dos custos de crédito e, para frente, tendem a ser acomodados em níveis mais compatíveis ao apetite por risco – ou seja, haverá cortes na taxa de referência dos EUA, logo adiante, como antecipava o mercado.

De acordo com dados da CME, o mercado vê agora 76,1% de chance de que o Federal Reserve iniciará cortes de juros já em março de 2024. Os ganhos se acentuaram com a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, que começou às 16h30, em que os sinais ‘dovish’ acabaram prevalecendo na leitura do mercado.

Logo após o Fed, depois do fechamento do mercado de ontem, foi a vez da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros. A expectativa de consenso era por um novo corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, trazendo a taxa de juros de referência no Brasil de 12,25% para 11,75% ao ano, o que ocorreu.

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