Turismo de base comunitária fortalece identidade, ancestralidade e desenvolvimento no Piauí

Da redação

A Secretaria de Estado do Turismo do Piauí (Setur) vem fortalecendo ações voltadas ao turismo de base comunitária, incentivando a participação de comunidades tradicionais em feiras, eventos e espaços de promoção turística dentro e fora do estado. O coordenador de Controle Interno da Setur e representante das ações de turismo de base comunitária, Kalil Albuquerque, destaca que o Piauí possui uma riqueza cultural ainda pouco conhecida por muitos piauienses.

Foto – Ascom SAF

“Muito se fala do turismo do litoral e das praias do Piauí, mas o estado também é riquíssimo quando se trata das comunidades quilombolas e indígenas. Lugares como o Quilombo Mimbó, em Amarante, e o Museu dos Povos Indígenas, em Lagoa de São Francisco, possuem uma riqueza histórica e cultural imensa, com destaque inclusive internacional”, ressalta.

A coordenadora de Operadores de Turismo da Setur, Arcanja Viana, destaca a importância de inserir essas comunidades nos grandes eventos turísticos nacionais. “Recentemente participamos do Brasil Travel Market, em Fortaleza, levando representantes da comunidade Mimbó para rodas de conversa com estudantes, professores e operadores de turismo. Também estivemos no Salão Nacional do Turismo com integrantes do Museu Indígena Anízia Maria, que apresentaram seu artesanato, compartilharam suas histórias e divulgaram sua comunidade para visitantes de todo o país”, explica.

Foto – Secom

Quilombo Mimbó: ancestralidade e resistência 

Outro destaque do turismo de base comunitária no Piauí é o Quilombo Mimbó, localizado no município de Amarante. Fundado há mais de 200 anos por famílias negras que fugiram da escravidão em Pernambuco, o território é hoje símbolo de resistência, memória e protagonismo feminino. Reconhecido pela Fundação Cultural Palmares em 2006, o quilombo preserva tradições culturais como o Pagode do Mimbó, festivais culturais, oficinas de artesanato e atividades voltadas ao fortalecimento da identidade afro-brasileira.

A comunidade oferece experiências autênticas de turismo de base comunitária, proporcionando aos visitantes contato direto com a cultura quilombola, a culinária tradicional e os modos de vida da comunidade. Durante os eventos realizados no Espaço Cultural do Mimbó, visitantes podem conhecer feiras de artesanato, produtos orgânicos e a tradicional cozinha quilombola, promovendo geração de renda e valorização dos saberes locais.

Foto – Ascom Setur

Para o secretário de Estado do Turismo, Daniel Oliveira, o turismo de base comunitária representa um importante instrumento de inclusão, valorização cultural e desenvolvimento sustentável. “O turismo de base comunitária fortalece as identidades locais, gera oportunidades e permite que as próprias comunidades sejam protagonistas das suas histórias. O Piauí possui um patrimônio humano, cultural e ancestral extraordinário, e nosso compromisso é ampliar a visibilidade dessas experiências para o Brasil e o mundo”, finalizou.

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