Ministro do Trabalho apresenta à ONU políticas de combate ao trabalho escravo

Da redação

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta segunda-feira (18/8), em Brasília, o Relator Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Tomoya Obokata, durante visita oficial ao Brasil para conhecer políticas públicas e desafios no combate ao trabalho análogo à escravidão. Marinho destacou a reestruturação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 2023 e anunciou o concurso público para auditores-fiscais do Trabalho em 2025, com o objetivo de reforçar a presença do Estado em áreas vulneráveis e promover uma cultura de intolerância à exploração. Ele ressaltou ainda os pactos nacionais e regionais pelo trabalho decente, voltados para cadeias produtivas sustentáveis.

Foto – Matheus Itacarambi/MTE

O coordenador-geral de Fiscalização, André Roston, apresentou os três pilares da política nacional: conceito jurídico abrangente, atuação interinstitucional e transparência, que inclui a “Lista Suja” de empregadores responsabilizados e o Cadastro de Empregadores em Ajustamento de Conduta. Desde 1995, mais de 66 mil trabalhadores foram resgatados e cerca de R$ 160 milhões pagos em verbas trabalhistas. O relator da ONU destacou que a experiência brasileira é considerada referência internacional e que a visita é fundamental para entender os desafios da execução dessa política pública. Participaram também representantes da ONU e autoridades do MTE, reforçando a cooperação internacional no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

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