
Com base em amostras das empresas de abastecimento de 1.396 municípios, 27 pesticidas foram detectados sendo que, desse total, 16 estão classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como altamente tóxicos e 11 são associados ao desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, malformação fetal e disfunções hormonais e reprodutivas.
De acordo com o levantamento, o índice de contaminação é cada vez mais constante, com um aumento significativo entre 2014 a 2017, período de análise das amostras de água. Em 2014, 75% dos testes detectaram agrotóxicos, índice que subiu para 84% em 2015, 88% em 2016, chegando a 92% no ano seguinte. Ao menos 11 capitais apresentam ainda dados de contaminação múltipla, entre as quais a cidade de São Paulo.
Todo esse envenenamento corresponde à demanda desenfreada do agronegócio, que utiliza agrotóxicos nas lavouras de forma indiscriminada. “O que acaba contaminando o lençol freático e os cursos d’água”, afirma. Só nesses primeiros 100 dias do governo Bolsonaro, ao menos 152 registros de novos venenos foram liberados. “O Brasil está assistindo servir ao seu povo um verdadeiro coquetel da morte pelo governo”, diz o comentarista da TVT José Lopez Feijóo.
Fonte: Rede Brasil Atual



