Da redação
Já faz alguns meses que moradores e comerciantes da Travessa 15 de Novembro, no Centro da cidade, sofrem com o mau cheiro causado por este bueiro, que vaza vinte e quatro horas por dia a céu aberto. A situação afasta a clientela dos comerciantes locais, trazendo prejuízos.

Os problemas não param por aí. O mau cheiro também traz riscos para a saúde de quem trabalha por perto. Seu Antônio da Silva, de setenta e dois anos, tem medo de adoecer com a fedentina.
O bueiro, faz parte da rede de saneamento. No local, todo dejeto é dispensado. Dá para imaginar o que está jorrando diariamente no local.

“Eu trabalho aqui porque é o jeito. Não tenho como evitar a fedetina. Tenho sim, medo de adoecer, mas eu vou fazer o que?”, indaga o comerciante.
A Travessa 15 de Novembro é importante corredor que liga vários bairros da cidade. Mas é preciso ter cuidado por onde pisa.

A cratera é grande. Os carros também têm dificuldades para trafegar. Comerciantes locais afirmam que já buscaram soluções junto aos órgãos oficiais, mas nada foi feito.
O buraco, provocado por entupimentos, continua aberto, e pior, brotando dejeto de toda natureza diariamente.

Além do bueiro que brota dejetos no cruzamento da Travessa 15 de Novembro, ao lado, criou-se uma espécie de ‘cachoeira’, onde tudo desagua no falecido Rio Guaribas.

Nota da Agespisa
Em nota, a Agespisa informa que está adotando as medidas necessárias para solucionar o extravasamento de esgoto na Rua 15 de Novembro, em Picos.
Uma equipe técnica vistoriou a rede e constatou que serão necessárias escavações e troca de tubulação. Para isso, está em andamento a contratação de uma construtora, já nos trâmites finais. Os serviços serão iniciados imediatamente após a conclusão do processo de contratação.
A obstrução na rede ocorre nas ruas São Sebastião e Zuza Lino, com extravasamento na Rua 15 de Novembro. Equipes da Agespisa já tentaram desobstruir a rede com a utilização de um caminhão, mas as tentativas não tiveram sucesso, sendo necessária escavação e troca de tubulação.



