Da redação
Desde o alvorecer das primeiras civilizações, a humanidade consome álcool, na forma de diferentes bebidas, seja em comemorações ou cerimônias religiosas ou em momentos de lazer e descontração.
Isso se explica, em parte, pelos efeitos que sua ingestão provoca, como diminuição da ansiedade, descontração, aumento da autoestima e da sociabilidade.

Mas o consumo exagerado revela o outro lado do etanol, como causador de sonolência, sedação, falhas da memória, lentidão da fala e dos movimentos e, em casos extremos, coma e até morte – sem falar na ressaca no dia seguinte.
Mas por que isso ocorre?
No livro A história e a química da cachaça (Athena Editora, 2021), que publicou recentemente, o pesquisador Leinig Antonio Perazolli, do Instituto de Química do campus de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que, assim como diversas outras drogas e medicamentos ansiolíticos, a principal ação do álcool etílico ou etanol é a inibição do sistema nervoso central.
De acordo com ele, após ser consumido, sua metabolização se dá pela ação de duas enzimas, a álcool desidrogenase e a aldeído desidrogenase.
A primeira, explica no livro, converte o etanol em acetaldeído, que também é uma substância tóxica para o organismo.
Por isso, a segunda enzima entra em ação, convertendo esse composto em ácido acético. Leia íntegra em BBC Brasil.



