Consciência Negra

Dia Nacional da Consciência Negra representa luta

19 de novembro de 2019

 

Da redação

 

A coordenadora da mulher de Picos, Maria José Nascimento, Nega Mazé, fala da luta do Negro no Brasil e faz homenagem pela passagem do dia da Consciência Negra, comemorado amanhã, dia 20 de novembro em todo país.

 

 

Nega Mazé, coordenadora da mulher de Picos

 

De acordo com a gestora, se faz necessário que a comunidade Negra faça auto avaliação em face da sua situação atual no Brasil, dada a sua expressiva participação no avanço da sociedade brasileira desde a colonização.

“É fundamental que nós negros, assumamos a nossa negritude, sem permitir que ninguém nos imponha tabus. Nós somos Negros e temos que nos assumir como tal, até porque somos a maioria populacional do nosso Brasil e contribuímos na evolução da nossa sociedade”, destaca.

A coordenadora faz ainda avaliação quanto ao número de Negros que sofrem violências, sejam de natureza psicológica à agressões físicas, além da soma de variados preconceitos contra os direitos humanos. A gestora reclama que as políticas que garantem amplos direitos à comunidade Negra no país não são suficientes e pior, tais direitos não são respeitados na sua efetividade prática.

Nega Nazé chama a comunidade negra picoense, sobretudo a mulher negra para reflexão sobre o assunto.

“O dia 20 de novembro é cultivado à ponderação acerca das políticas de inserção do Negro na sociedade brasileira. É o momento de fletirmos sobre o alcance do afrodescendente na concepção da nossa cultura enquanto nação”, analisa Nega Mazé.

Dia da consciência negra

O Dia Nacional da Consciência Negra homenageia e resgata as raízes do povo afro-brasileiro e é comemorado no Brasil no dia 20 de novembro.

Tal data foi restabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003 pela sua coincidência com o dia 20 de novembro de 1695, dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra no Brasil Colônia.

 

Criança negra: desigualdade chama a atenção em diversos campos – Franco Origlia/Getty Images

 

O povo afrodescendente teve grande contribuição na construção da cultura brasileira, introduzindo aspectos religiosos, políticos, sociais e gastronômicos.

Também trouxe a sua dança, seu léxico, seu folclore, entre outros, incorporados ao longo dos séculos na construção da identidade cultural brasileira.

 

 



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