Da redação
O forró, expressão cultural enraizada na vida e na identidade do povo nordestino, avança em direção a um novo patamar de valorização: o reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A possibilidade ganhou força com a realização do primeiro Festival Internacional do Forró de Raiz, em Lille, na França, dentro da Temporada França-Brasil 2025. O evento marcou o início de articulações para levar a candidatura ao âmbito da Unesco.

Um passo além do reconhecimento nacional
Em 2021, o Brasil já havia oficializado a importância das Matrizes Tradicionais do Forró, registrando-as como Patrimônio Cultural do País. Agora, o desafio é ampliar essa chancela para o cenário mundial, reforçando sua relevância como expressão artística e social. O processo prevê a elaboração de um dossiê técnico e a implementação de ações que garantam a continuidade e a salvaguarda dessa tradição. A construção da candidatura não é apenas um ato formal, mas um esforço conjunto de instituições culturais, estados nordestinos e representantes da sociedade civil. A ideia é assegurar que o forró continue a ser transmitido, vivido e reinventado pelas próximas gerações, sem perder sua essência de festa, encontro e identidade.
Matrizes que definem uma tradição
Mais do que um gênero musical, o forró é uma síntese de múltiplas linguagens artísticas. Ritmos como baião, xote e xaxado se entrelaçam a uma dança marcada pela proximidade e pela celebração coletiva. Desde o início do século passado, tornou-se também sinônimo de festa popular, reunindo comunidades em torno de música, dança e convivência. Assim como o samba, o frevo e o choro, o forró conquistou seu espaço ao lado de outras grandes expressões da cultura brasileira. Sua presença em um festival internacional realizado na Europa demonstra que, embora nascido no sertão nordestino, o forró é hoje uma linguagem universal de encontro e celebração.



