Da redação
O coronavírus, epidemia que infectou mais de 80 mil pessoas e causou 2,7 mil mortes ao redor do mundo, agora ameaça a realização da Olimpíada de Tóquio.

Membro mais antigo do Comitê Olímpico Internacional (COI), Dick Pound disse, em entrevista à AP, que “muitas coisas precisam começar a acontecer” nas próximas semanas. Se não houver segurança, a maior probabilidade é o cancelamento, não o adiamento.
“(Nessa circunstância) Estamos provavelmente falando em cancelamento. Você não adia algo do tamanho de uma Olimpíada. Existem muitas partes envolvidas, muitos países, muitos interesses. Não podemos simplesmente dizer: ‘vamos fazer a Olimpíada em outubro'”, disse Pound.
“Esta é a nova guerra e temos que enfrentar. Em algum momento, todos precisam se questionar: ‘A situação está sob controle a ponto de nos sentirmos seguros de ir a Tóquio ou não?'”, completou o cartola do COI.
Pound comentou a possibilidade de mudança de sede, mas não mostrou otimismo com a possibilidade.
“Mudar a sede é difícil, porque existem poucos lugares no mundo que têm a estrutura suficiente para receber os Jogos com tão pouco tempo de antecedência”, afirmou.
A abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio está marcada para 25 de julho, com expectativa de receber até 11 mil atletas, além dos 4,4 mil atletas paralímpicos, que estarão na capital japonesa um mês depois.
Nos mais de 100 anos de história, os Jogos Olímpicos foram cancelados somente por causa das guerras. Tóquio sediaria a edição de 1940, que não aconteceu. Para este ano, o Japão investiu 12,6 bilhões de dólares para organizar o maior evento esportivo do mundo. A soma é outro entrave para adiar a disputa para 2021.
“Você precisa perguntar se é possível segurar a bolha por mais um ano. Depois, é claro, precisa encaixar tudo isso no calendário esportivo internacional”, ponderou o membro do COI.
Fonte – ESPN



