Da redação
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez um levantamento apontando que três de cada quatro executivos diminuíram ou paralisaram sua produção. Com informações do Brasil 247.

De acordo com os números, 22% das empresas só têm condições financeiras de manter suas atividades por mais um mês e 45% afirmam que o prazo em que continuarão funcionando é de até três meses. O levantamento foi encomendado pelo Instituto FSB Pesquisa.
Ao todo, 74% das empresas foram afetadas negativamente pela crise e 82% tiveram queda no faturamento nos últimos 45 dias, mas 66% delas não exoneraram seus empregados.
Entre as que fecharam postos de trabalho, 78% das indústrias creem que voltarão a contratar.
“É possível enxergar a resiliência do empresário industrial nos dados trazidos pela pesquisa”, disse o presidente da CNI, Robson Andrade. “A demissão é uma das últimas opções e, por isso, é preciso dar condições para evitar que os executivos cheguem a esse ponto”, disse ele, de acordo com relato publicado no jornal O Globo.
A redução da jornada, autorizada pela medida provisória (MP) 936, impactou 39% das indústrias consultadas, e 22% delas foram atingidas pela suspensão temporária dos contratos.
As estatísticas também mostraram que, para 26% dos entrevistados, os impostos são os principais problemas financeiros das indústrias, seguidos da folha de pagamento (23% do total).
O levantamento foi feito, por telefone, com 1.017 executivos industriais de todas as regiões do Brasil, entre os dias 15 e 25 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais.



