Da redação
Profissionais da educação do setor público e privado realizarão uma greve nacional, no próximo dia 15, em todo o Brasil, contra a “reforma” da previdência e o congelamento de verbas da educação, propostas do governo Jair Bolsonaro.

O presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), Celso Napolitano, diz que as ações serão feitas nas ruas e dentro das instituições de ensino. “Em São Paulo, a federação está organizando os sindicatos para essa manifestação, que pode se traduzir por paralisação, atos, rodas de conversa”, diz Napolitano ao repórter Jô Myiagui, da TVT.
A professora Andréa Luciana Harada Sousa explica que, atualmente, na rede privada de educação, para as mulheres são exigidos 25 anos de contribuição sem limite de idade. Já na rede pública, as docentes se aposentam com 50 anos de idade e 25 de contribuição. Com a reforma ambas terão de trabalhar até os 60 anos de idade e contribuir por 30 anos.
Bolsonaro já afirmou várias vezes que o Brasil “gasta muito” com a educação e congelou cerca de 30% o investimento nas universidades federais, uma medida considera equivocada pelos professores.
A greve nacional de educação, no dia 15 de maio, também contará com a participação de estudantes e pais de alunos, que estão indignados com o congelamento de verbas da educação feito pelo governo.
Mobilização internacional
Mais de 11 mil acadêmicos de universidades de todo o mundo assinaram um manifesto contra a política de cortes na educação pelo governo Bolsonaro, principalmente nas áreas de Filosofia e Sociologia. Na lista estão intelectuais de Harvard, Princeton, Oxford e Cambridge, além de diversas instituições brasileiras.
O manifesto organizado pela Gender International, uma rede de pesquisadores, e foi publicado no jornal francês Le Monde. O documento reforça que as Ciências Sociais e as humanidades não são luxo e defende que, nas sociedades democráticas, os políticos não devem decidir o que é “boa” ou “má” ciência.
Fonte: Com informações de Rede Brasil Atual



