Da redação
Um estudo realizado pelas universidades de Stanford e de Northwestern aponta que o risco de contrair o novo coronavírus é maior em hóteis, academias e restaurantes.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os dados dos smartphones de mais de 98 milhões de pessoas a fim de conseguir criar um modelo que indicasse em quais locais as pessoas correm mais risco de infecção. Leia matéria na íntegra em Exame.com.

Os pesquisadores observaram, principalmente, dados de localizações dos indivíduos estudados, quanto tempo eles passaram nos hóteis, restaurantes e academias, quantas outras pessoas estavam no mesmo local e em quais vizinhanças os estabelecimentos estavam localizados.
O estudo previu que em Chicago, por exemplo, se os restaurantes fossem abertos e voltassem a sua capacidade máxima de ocupação, eles iam gerar mais de 600.000 novas infecções — três vezes mais do que em outras categorias. Cerca de 10% das localizações examinadas foram responsáveis por 85% das infecções previstas. Na hipótese de os locais terem sua ocupação reduzida em 20%, as novas infecções previstas caem mais de 80%.
A ideia dos pesquisadores não é a de que um lockdown precisa ser adotado para evitar o vírus. Segundo eles, máscaras, distanciamento social e capacidade reduzidas nos estabelecimentos em questão podem manter a covid-19 sob controle e evitar novos contágios



