Da redação
Segundo o relatório Education at a Glance 2021, os professores brasileiros têm salário inicial de 13,9 mil dólares iniciais. Na Alemanha, um professor de mesmo nível recebe 70 mil dólares. Em países como Grécia, Colômbia e Chile o valor do salário é 20 mil. Da Revista Forum.

O estudo da OCDE é baseado em conversão para comparação dos salários usando a escala de paridade do poder de compra, que incide no custo de vida dos países.
Quando o estudo leva em conta o salário real, que inclui os pagamentos adicionais, os professores brasileiros também recebem abaixo da maioria dos países que compõem o estudo, ultrapassando apenas a Hungria e a Eslováquia.
De acordo com a OCDE, os salários reais médios dos professores são de US$ 25.030 dólares anuais no nível pré-primário e US$ 25.366 dólares nos anos iniciais do ensino fundamental. Na média, os países analisados pelo estudo da OCDE, os salários, na mesma etapa, são de US$ 40.707 e US$ 45.687, respectivamente.
Os jovens, o nível de leitura e a classe social
Além de ter o pior salário pago aos professores, o estudo da OCDE também revela que o Brasil sofre com uma preocupante defasagem de leitura entre os jovens.
Em uma escala de 1 a 6, o nível de leitura considerado básico é o 2, momento em que os estudantes “começam a demonstrar competências que vão lhes permitir participar de modo efetivo e produtivo na vida como estudantes, trabalhadores e cidadãos”.
De acordo com a OCDE, a camada mais pobre dos estudantes que conseguiu atingir o nível 2 em leitura no Pisa foi 55% menor que a dos jovens oriundos das classes mais ricas.
Essa distância entre os estudantes pobres e ricos é 26 pontos percentuais superior à média dos países da OCDE.
O relatório afirma que no Brasil foi identificado “uma das maiores disparidades de performance entre os países” estudados.
A OCDE já havia chamado a atenção para este problema em maio deste ano, quando divulgou que no Brasil apenas 33% dos estudantes havia sido capaz de distinguir o fato de uma opinião.
Além disso, entre 2000 e 2018 o número de livros na casa dos estudantes mais ricos se manteve estável, porém, caiu “consideravelmente” entre os mais pobres.
O baixo nível de leitura entre os estudantes mais pobres traz outro dado preocupante, que é o investimento público por aluno na rede pública: o Brasil investe US$ 3.748 por estudante na Educação Básica, a média dos outros países da OCDE é de US$ 6.353.
Paradoxalmente, o investimento no Ensino Superior no Brasil é acima da média da OCDE: o país investe US$ 14.427 no estudante universitário, e a média dos países são de US$ 13.855.



