Da redação

Exposição “Afrofaces do Trancismo em Fortaleza” – Reprodução – Alma Preta
A exposição “Afrofaces do Trancismo em Fortaleza”, aberta no Centro Cultural Belchior, reúne fotografias e instalações que evidenciam o trancismo como tecnologia ancestral, patrimônio cultural e prática de resistência negra na capital cearense. A mostra fica em cartaz até o dia 5 de setembro, com visitação gratuita de terça-feira a sábado, das 9h às 21h.
Realizada pelo Coletivo Nagôs Transatlânticas, a instalação conta com curadoria de Sabrina Nascimento, Lidia Marques, Ruama Rufino e Cristiellen Rodrigues. As imagens são um trabalho fotográfico de Sabrina, enquanto Denise Fonseca, Isabelle Lopes, Lara Andrade e Mariana Chaves assinam os penteados que também são compreendidos como obras da exposição.
A mostra constrói um percurso que articula fotografia, instalação e diferentes materialidades para evidenciar o trancismo como patrimônio vivo, tecnologia ancestral e linguagem artística. A proposta curatorial convida o público a atravessar narrativas sobre memória, território, ancestralidade e identidade negra, aproximando os saberes das trancistas de Fortaleza das histórias e permanências da diáspora africana.
As imagens destacam os rostos, as mãos e os processos das trancistas, revelando histórias que atravessam gerações e reafirmam o papel dessas mulheres na preservação e transmissão de conhecimentos afro-diaspóricos. Ao longo do percurso expositivo, o público é convidado a refletir sobre os vínculos entre África e Fortaleza por meio de uma narrativa visual que dialoga com símbolos de realeza, travessia, continuidade e pertencimento. A exposição compreende as tranças como patrimônio vivo da cultura afro-brasileira e evidencia como os saberes ancestrais permanecem presentes, sendo reinventados no cotidiano das comunidades negras. Fonte – Alma Preta.



