Da redação

Roda de samba no centro cultural Pagode da Tia Doca, em Madureira, no Rio -Divulgação/Assessoria de imprensa
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro derrubou o veto da prefeitura ao Projeto de Lei (PL) nº 1853/2026 que reconhece o Pagode da Tia Doca como patrimônio histórico e cultural de natureza imaterial da cidade. O texto segue para promulgação do presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD). A proposta é de autoria do vereador Leonel de Esquerda (PT), que no início de junho homenageou o espaço com a Medalha Pedro Ernesto, principal honraria do município.
“O Pagode da Tia Doca é um patrimônio vivo da cidade. Sua importância transcende o entretenimento, sendo um espaço de resistência cultural e celebração da ancestralidade. Além de seu imenso valor histórico-cultural, o evento proporciona o sustento de dezenas de trabalhadores”, destacou o parlamentar.
Uma das principais referências históricas da Portela, Tia Doca faleceu em 2009. Desde então, o centro cultural que leva seu nome vem sendo administrado pelo filho Jalmir Araújo Costa, conhecido como Nem da Tia Doca. Mulher preta que marcou a história do samba, a portelense trabalhou como tecelã e empregada doméstica para criar os três filhos. Por meio da música, transformou seu quintal em um local de geração de renda e resistência cultural.
Localizado em Madureira, o estabelecimento foi fundado na década de 1970 e, desde então, mantém viva a tradição das rodas de samba, consolidando-se como ponto de encontro de gerações de artistas e admiradores do gênero. Ao longo de sua história, recebeu ícones como Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Casquinha, Alcaide, Dudu Nobre e Zeca Pagodinho. Fonte – Alma Preta.



