Da redação

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, exigiu a retirada total de Israel do sul do país e afirmou que Beirute busca uma solução por meio de negociações baseadas no direito internacional e nas resoluções da ONU. Em mensagem divulgada por ocasião do Dia da Resistência e da Libertação, segundo a Prensa Latina, Aoun afirmou que o Líbano atravessa um período difícil diante da persistência da agressão israelense e da presença de tropas israelenses em áreas do sul do território libanês.
Defesa da soberania libanesa
O presidente libanês declarou que o país trabalha para alcançar a retirada israelense por meios pacíficos e por negociações amparadas nas normas internacionais. Aoun também ressaltou que a via diplomática não deve ser interpretada como sinal de fraqueza. “A opção de negociação não representa uma concessão ou uma rendição”, afirmou Aoun. Na mesma mensagem, o presidente insistiu no direito soberano do Líbano de proteger seu território e de exercer plenamente sua autoridade por meio do Exército Libanês e das forças de segurança legalmente constituídas.
Crítica à violação da resolução 1701
Aoun também denunciou as ações israelenses como uma violação flagrante da resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada após a guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah. A resolução é citada por Beirute como um marco fundamental para a estabilidade na região fronteiriça. Para o governo libanês, a permanência de forças israelenses no sul do país contraria o conteúdo do texto aprovado pelas Nações Unidas e compromete a soberania nacional.
Tensão na fronteira sul
As declarações ocorrem em um cenário de crescente tensão na fronteira sul do Líbano. Mesmo após o frágil cessar-fogo anunciado em 17 de abril e prorrogado até o início de julho, as trocas de tiros continuam na região. De acordo com autoridades de saúde libanesas, mais de 3.150 pessoas morreram e outras 9.500 ficaram feridas desde a retomada dos ataques israelenses em 2 de março. O agravamento da situação elevou a pressão sobre o governo libanês para reforçar sua posição diplomática e militar diante da presença israelense no sul. Fonte – Brasil 247.



