Decorridos quase cinco anos do início da Operação Lava Jato, dos 146 réus que foram condenados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, somente 34 permanecem presos. Outros nove réus cumprem pena nos regimes aberto ou semiaberto e dois réus condenados a cumprir a pena no regime fechado, já deixaram as celas.

Entre os que continuam presos estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido como preso político em Curitiba, o ex-deputado Eduardo Cunha e os empresários Gerson Almada, ex-vice-presidente da empreiteira Engevix, e Sérgio Cunha Mendes, da construtora Mendes Júnior.
Para o professor de Direito Penal da Unisinos, Carlos Eduardo Scheid, contudo, o Ministério Público Federal tem promovido uma espécie de corrida por delações, o que reduz a qualidade da investigação e favorece os envolvidos. “Em vez de aprofundar as investigações, temos visto que há uma profusão de acordos sendo pactuados com alguns criminosos a tal ponto que se pode concluir que o crime valeu a pena para os delatores”, afirma.
Fonte: Brasil 247



