Da redação
Um dos principais indigenistas em atividade no país, com cerca de 30 anos de experiência na Funai (Fundação Nacional do Índio), Rieli Franciscato, de 56 anos, foi morto nesta quarta-feira (9) com uma flechada no peito ao se aproximar de um grupo de indígenas isolados. Com informações do UOL.

Ele tentava evitar um atrito entre os isolados e a população não indígena que presenciou o aparecimento repentino dos indígenas em um sítio na zona rural de Seringueiras, em Rondônia.
Rieli era considerado um dos mais experientes indigenistas no trabalho de monitoramento dos grupos isolados no país e um dos principais defensores dos isolados em atividade no país, além de ser uma referência para os servidores mais jovens. Sua morte causa comoção entre os servidores da Funai e indigenistas.
Um policial militar enviou por áudio para amigos de Rieli um relato do que teria ocorrido. No final da manhã, a Polícia Militar recebeu um telefonema sobre o aparecimento dos isolados perto de um sítio em Seringueiras. À tarde, Rieli foi ao posto policial e pediu apoio para ir à região e checar o que tinha acontecido.
Desde junho, quando o grupo conhecido como “Isolados do Cautário” apareceu em Seringueiras, a Funai atua para evitar conflitos entre isolados e não indígenas e também impedir a contaminação pelo novo coronavírus.
Nesse momento, segundo o PM, já dentro da terra indígena, Rieli começou a subir num pequeno morro para observar a região de um ponto mais alto. “A gente só escutou o barulho da flecha, pegou no peito dele, aí ele deu um grito, ‘oi’, arrancou a flecha, voltou para trás correndo, ele conseguiu correr de 50 a 60 metros e caiu praticamente morto. A gente conseguiu deslocar ele para a viatura, que estava na estrada, viemos para trazer ele no hospital mas ele chegou sem vida. E o nosso amigo se foi, infelizmente.”



