Da redação
O aumento da licença-paternidade deve ser um dos principais temas discutidos no Congresso Nacional após o recesso parlamentar, com uma série de propostas em andamento que buscam ampliar o período de afastamento dos pais para a convivência com seus filhos recém-nascidos.

O assunto ganhou destaque nos últimos meses, com a crescente demanda por uma maior participação dos pais nos primeiros momentos de vida dos filhos e o fortalecimento das políticas de igualdade de gênero.
Atualmente, a licença-paternidade no Brasil é de cinco dias, mas diversas propostas em trâmite sugerem a ampliação desse período, com algumas iniciativas apontando para 20 ou até 30 dias de afastamento. A ideia é dar aos pais mais tempo para apoiar suas parceiras, dividir responsabilidades e, assim, promover um ambiente mais equilibrado dentro da família desde os primeiros dias.
Na semana passada, a Frente Parlamentar Mista pela Licença Paternidade e a bancada feminina no Congresso Nacional realizaram uma atividade para articular apoio para que a regulamentação da licença paternidade no Brasil garanta um período de 60 dias para os genitores, ainda que implementado de forma gradual, a partir de 30 dias.
“A gente acha que é possível ampliar a licença paternidade no Brasil, [mas] não é da noite para o dia. E é isso que a gente está negociando. Então, esse texto mais antigo, que é o primeiro da árvore [de projetos de lei], que veio do Senado, fala em 15 dias. O que a gente trouxe nos últimos tempos é chegar a 60 dias. Para isso, topamos negociar quanto tempo a gente leva para fazer essa transição, com quantos dias a gente começa. Então, é isso que está em debate”, afirmou a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP), que é presidente da Frente Parlamentar. Fonte – Agencia Brasil.



