Deu ruim

General de Bolsonaro é dono de empresa de mercenários

03 de abril de 2019

Da redação 

 

 

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável pela promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior, além da atração de investimentos estrangeiros, contratou como chefe de gabinete o general de brigada da reserva do Exército Roberto Escoto. O militar é dono da Áquila Internacional, empresa fundada em 2016 e que arregimenta mercenários egressos das Forças Armadas para atuarem em zonas de conflito internacional.

 

 

Foto – Reprodução – Brasil 247

 

Segundo a Apex, a empresa estaria inativa, não havendo “conflito de interesses” entre a atividade do general e sua agência de contratação de mercenários. No entanto, até janeiro de 2018 a empresa continuava a recrutar mercenários para atuar na República Centro-Africana. Em resposta a um meio de comunicação especializado no setor militar, a empresa afirmou: “Aquila International está em tratativas com um potencial cliente. Muito prematuro pra divulgar detalhes. Por enquanto, preferimos o silêncio radio!” (leia aqui). A resposta indica que a a afirmação da Apex sobre a suposta inatividade da empresa de mercenários pode não ser verdadeira.

De acordo com o blog do jornalista Guilherme Amado, da revista Época, como chefe de gabinete da Apex, o militar tem assinado documentos ostentando a patente, algo considerado incomum por militares da reserva que estão em atividade no serviço público.

Escoto é ex-comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista, tropa de elite do Exército Brasileiro, até de ter participado das forças de paz brasileiras no Haiti de 2004 a 2005. Ele também chefiou a CEBW, missão do Exército Brasileiro nos Estados Unidos, sendo responsável também pela aquisição de material no exterior.

A Áquila Internacional foi criada em 2016 e diz oferecer “assessoramento, treinamento e apoio operacional e logístico especializado a governos, embaixadas, organizações internacionais, organizações não governamentais e empresas multinacionais que atuam em ambientes operacionais complexos, ou seja, com real ou potencial existência de instabilidade, crise, altos índices de criminalidade, terrorismo ou conflito armado”.

Fonte: Brasil 247



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