Da redacão
ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou hoje a abertura de um inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por ter feito, em live no Facebook, uma falsa associação entre a vacinação contra a covid-19 e um aumento de chance de contrair o vírus HIV. Leia íntegra no UOL.

No despacho, Moraes criticou a atuação do PGR (Procurador-geral da República), Augusto Aras.
Segundo o ministro, Aras não poderia ter aberto apenas uma apuração interna sobre o caso, como foi feito até agora, porque a investigação nasceu de uma notícia-crime enviada ao STF.
Por isso, segundo Moraes, é preciso um inquérito formal na PGR, com acompanhamento do Supremo.
“Nesse contexto, não há dúvidas de que as condutas noticiadas do Presidente da República, no sentido de propagação de notícias fraudulentas acerca da vacinação contra o Covid-19 utilizam-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais”, Alexandre de Moraes, ministro do STF.
Após a live, que foi removida pelo Facebook três dias após a publicação, Bolsonaro foi chamado por parlamentares da oposição de “profeta da ignorância”.
A fala serviu de base para a CPI aprovar, também no final de outubro, um requerimento para suspender as redes sociais de Bolsonaro.
No final de novembro, porém, Moraes suspendeu tanto o requerimento de suspensão das redes como outra medida aprovada pela CPI: a quebra do sigilo telemático (de comunicações eletrônicas) do presidente.
Uma decisão definitiva sobre o assunto ainda será tomada pelo plenário do STF.



