Da redação
Jair Bolsonaro (PL) é o primeiro presidente, desde o Plano Real, que vai deixar o mandato com o salário mínimo valendo menos do que quando entrou. Com informações da Revista Fórum.

Pelos cálculos da corretora Tullett Prebon Brasil, a perda será de 1,7%, se a a inflação não acelerar mais do que o previsto pelo mercado.
Pelos cálculos da corretora, o piso salarial cairá de R$ 1.213,84 para R$ 1.193,37 entre dezembro de 2018 e dezembro de 2022, descontada a inflação.
Dois fatores explicam a perda inédita. Um deles é o ajuste fiscal, pelo peso do salário mínimo na indexação do Orçamento da União, ou seja, reajustes no piso têm impacto em uma gama de outras despesas, como benefícios sociais e gastos com Previdência. O segundo é a aceleração da inflação.
De 2012 para 2022, os preços dos alimentos explodiram de forma vertiginosa enquanto o poder de compra dos brasileiros se reduziu drasticamente.
Para ter uma ideia, em 2012, quando o salário mínimo era de R$ 620, uma compra no supermercado ficava em torno de R$ 200, portanto, representava 32% deste salário.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1212, 30% deste salário representa R$ 363,60 – o que hoje em dia não é suficiente para fazer uma “compra do mês”, conforme relatam inúmeros consumidores.
Um dos marcos das gestões federais do PT (2002-16) foi a política de valorização do salário mínimo. De acordo com o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, “desde 2002, a política de valorização garantiu um aumento real de mais de 78%.
Com o salário mínimo a R$ 1.212,00, dos quais R$ 533,80 correspondem ao aumento real, o que incrementa anualmente mais de 390 bilhões a massa de rendimentos da economia (sem o aumento real de 78,7% o valor do SM seria de R$ 678,00)”.



