Supersalários: PT vai para cima e apresenta projeto para acabar com a farra dos contracheques

Da redação

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta terça-feira um projeto de lei para fechar brechas que permitem o pagamento de “supersalários” no serviço público.

A proposta, liderada pelos deputados Lindbergh Farias (pT-RJ) e Pedro Uczai (PT-SC), estabelece regras rígidas para limitar remunerações acima do teto constitucional em todos os Poderes e níveis da Federação (União, estados, DF e municípios).

Foto – Mário Agra/Câmara dos Deputados

O texto reforça o disposto no Art. 37 da Constituição, que vincula o teto salarial a subsídios de referência, como os dos ministros do STF (federal), governadores e deputados estaduais (estadual) e prefeitos (municipal). Atualmente o teto constitucional está em R$ 46.366,19.

No Judiciário estadual, o limite será o dos desembargadores, com valor máximo de 90,25% do subsídio dos ministros do STF.

A medida abrange servidores civis e militares, ativos ou inativos, incluindo cargos efetivos, comissionados e empregados de estatais dependentes de recursos públicos.

O projeto proíbe o acúmulo de vencimentos acima do teto, mesmo em casos de aposentadorias, pensões ou gratificações, e consolida todas as formas de remuneração – como subsídios, proventos e bônus – no cálculo do limite.

Para evitar “penduricalhos”, o texto define de forma restrita as parcelas indenizatórias excluídas do teto, como auxílio-moradia, alimentação e diárias, desde que comprovadas legalmente. Pagamentos atrasados ou judiciais também deverão respeitar o teto vigente na época do direito.

Transparência e fiscalização

O projeto prevê a criação do Portal Nacional de Remunerações, uma base de dados unificada sobre salários públicos, e determina auditorias anuais pelos Tribunais de Contas.

“A regulamentação do teto do funcionalismo público é uma medida necessária e urgente. Ela não apenas atende a uma demanda social por justiça e transparência, mas também se alinha aos princípios constitucionais que regem a administração pública. Com a aprovação deste projeto de lei, estaremos dando um passo importante na construção de um Estado mais justo, responsável e comprometido com o interesse público”, justificam Lindbergh Farias e Pedro Uczai. Revista Forum.

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