Da redação
O CEO da multinacional farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que a empresa começou a produzir a vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, antes mesmo da conclusão dos estudos clínicos em seres humanos.

A candidata é baseada em um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo vírus para agredir as células humanas. A terceira e última fase do ensaio clínico acontecerá simultaneamente no Reino Unido e no Brasil, onde o estudo é coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“Estamos começando a manufaturar essa vacina agora, e precisamos tê-la pronta para uso assim que tivermos os resultados”, disse Soriot à emissora britânica BBC. Segundo o executivo, a AstraZeneca, que tem um acordo com Oxford para a produção da vacina em escala global, será capaz de fornecer 2 bilhões de doses.
“Claro que essa decisão tem um risco, mas é um risco financeiro, que é o de a vacina não funcionar”, acrescentou. A empresa também se comprometeu a fornecer metade de suas doses para países de baixa e média renda, graças a acordos já assinados.
Se a medicação funcionar, a distribuição pode começar no fim do ano, mas Soriot diz esperar descobrir até agosto se a vacina é efetiva ou não. Com informações da Revista Isto É.



