Calor, acidez das águas e pouco alimento ameaçam ecossistemas marinhos

Da redação

O aumento da temperatura da água, a acidez crescente dos oceanos e a escassez de alimentos são fatores críticos que estão ameaçando gravemente os ecossistemas marinhos em diversas regiões do mundo. Esses impactos resultam na diminuição da biodiversidade marinha, prejudicando a pesca comercial e comprometendo o equilíbrio ambiental dos oceanos.

A pesquisadora Regina Rodrigues, da UFSC e do Inpo, diz que pesquisas sobre esses fenômenos podem ajudar na construção de políticas e na tomada de decisões mais assertivas sobre os oceanos.

Foto – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Os ecossistemas marinhos estão sob pressão de diferentes tipos de poluição: dejetos químicos, da agricultura, pesticidas, esgoto sem tratamento. Fora a pesca ilegal, que ocorre em ritmo maior do que as espécies podem se reproduzir. Deveríamos fazer mais áreas de conservação e regulamentos para tirar essas pressões sobre o ecossistema. Aquecimento e acidez do mar não conseguimos combater agora, porque requerem medidas mais amplas de redução dos gases do efeito estufa”, avalia a pesquisadora.

Fatores principais

Temperatura elevada da água:

O aquecimento global tem causado aumento das temperaturas dos oceanos, o que impacta negativamente no branqueamento de corais, afetando a biodiversidade dos recifes. Além disso, as altas temperaturas alteram o comportamento migratório e reprodutivo de várias espécies marinhas, como peixes e mamíferos marinhos.

Acidificação dos oceanos:

A crescente absorção de dióxido de carbono (CO2) pelos oceanos tem levado a uma aumento da acidez das águas, afetando organismos que dependem de carbonato de cálcio para formar cascas e esqueletos calcários. Espécies como moluscos e crustáceos estão sendo seriamente impactadas, prejudicando a cadeia alimentar marinha.

Escassez de alimentos:

O aquecimento e a acidificação dos oceanos também afetam as populações de fitoplânctons e zooplânctons, principais fontes de alimento para muitas espécies marinhas. A diminuição desses organismos está afetando negativamente a alimentação de peixes e mamíferos marinhos, além de comprometer a segurança alimentar para milhares de comunidades costeiras que dependem da pesca.

    Consequências para a biodiversidade marinha

    A perda de recifes de corais devido ao aquecimento e à acidificação compromete habitats essenciais para diversas espécies marinhas, resultando em extinções locais e alterações no comportamento de várias populações.

    Espécies que dependem de ambientes marinhos estáveis estão sendo forçadas a migrar para novas áreas ou estão em risco de desaparecer. Esse processo afeta tanto a pesca quanto o equilíbrio ecológico dos oceanos.

    Ameaça global e a urgência da ação

    O impacto dessas mudanças nos ecossistemas marinhos representa uma ameaça direta à segurança alimentar mundial, pois muitas nações dependem da pesca como fonte primária de proteína.

    A proteção e recuperação de ecossistemas marinhos se tornam ainda mais urgentes para mitigar os danos e evitar consequências irreversíveis nas próximas décadas. Com informações da agencia Brasil.

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