Homem é inocentado após 13 anos preso por crime que não cometeu

Da redação

Após 13 anos de prisão injusta, um homem que não teve seu nome revelado foi finalmente inocentado em novo júri, realizado na última semana. Condenado a 50 anos de prisão em 2011, ele foi acusado de um duplo homicídio no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, com base em testemunhos duvidosos.

 Foto – Divulgação

O crime ocorreu em 2011, quando duas pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas. Antônio foi apontado como mentor intelectual do homicídio, acusado de ter permanecido no local até a chegada dos executores, embora ele tenha sempre negado envolvimento, afirmando que havia saído para atender um telefonema sobre um imóvel.

A acusação se baseava apenas em relatos de testemunhas que “ouviram dizer” de sua participação, sem apresentar provas concretas. O primeiro julgamento, em 2015, ignorou as contradições e falhas no processo, resultando na condenação de Antônio.

A Defensoria Pública não foi notificada corretamente da sentença, o que impediu o recurso no prazo legal. Somente em 2020, a falha foi identificada, e o recurso foi reaberto. Em julho de 2023, o novo júri foi realizado, e a defesa, representada pela defensora pública Bruna Leite, demonstrou a falta de provas e a fragilidade das acusações. O Ministério Público também se manifestou pela absolvição, e o júri decidiu pela inocência de Antônio, corrigindo um erro que o manteve preso por mais de uma década. DCM.

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