Da redação

O estado de São Paulo já contabiliza 58.683 casos confirmados de dengue desde o início de 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde. A doença também provocou 42 mortes, enquanto outros 30 óbitos permanecem sob investigação e podem elevar o número de vítimas.
Do total de casos confirmados, 57.402 foram classificados como dengue sem sinais de gravidade. Outros 1.180 apresentaram sinais de alarme e 101 foram considerados casos graves. Os quadros mais severos podem envolver sangramentos, choque, dificuldade respiratória e comprometimento de órgãos.
Apesar do número de confirmações, mais de 297 mil notificações já foram descartadas. Outras 7.256 ainda estão em análise, aguardando resultados de exames ou avaliação baseada em critérios clínicos e epidemiológicos. Taubaté aparece entre os municípios com maior número de mortes provocadas pela doença. Segundo os dados divulgados, a cidade registrou sete óbitos de pacientes com idades entre 10 e 79 anos e quatro vítimas com mais de 80 anos.
Estado reforça ações de prevenção
Diante da possibilidade de aumento da transmissão nos próximos meses, a Secretaria da Saúde informou que mantém o monitoramento contínuo da dengue e concentra atenção especial entre outubro e maio, período considerado mais favorável à circulação da doença. No mês passado, o governo paulista lançou um plano estadual de preparação e resposta aos possíveis impactos do fenômeno El Niño. Entre as medidas previstas estão a identificação de áreas prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o apoio aos municípios para ampliar as ações de vigilância e atendimento.
A estratégia também prevê o acompanhamento dos estoques de medicamentos e insumos e a atualização dos planos municipais de contingência. Desde 2024, o Governo de São Paulo afirma ter repassado mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios por meio do IGM SUS Paulista, programa que inclui o enfrentamento das arboviroses entre os critérios considerados. O cenário reforça a necessidade de manter as ações de prevenção e vigilância, especialmente diante da possibilidade de crescimento dos casos durante o período de maior circulação do mosquito transmissor.



