Da redação
O dia foi de manifestações em defesa da Amazônia e contra a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em diversos países do mundo e também no Brasil. Em São Paulo, o ato se concentrou por volta das 18h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por volta das 19h, uma das faixas da Avenida Paulista já estava interditada e completamente tomada por manifestantes.

Cartazes em inglês, francês e português podiam ser vistos, com frases como “Lute pela Amazônia” e “A Amazônia é de Todos”. Entre os manifestantes, gritos como “Bolsonaro sai / Amazônia fica” e “Onde já se viu / Botaram fogo / Na floresta do Brasil” davam o recado diante do aumento do desmatamento e das queimadas na maior floresta tropical do mundo.
Rio de Janeiro
Também no Rio de Janeiro, uma grande passeata percorreu as ruas do centro da cidade. Reunidos na Cinelândia desde o final da tarde, por volta das 18h o público presente realizou um minuto de silêncio em protesto contra a política ambiental do governo federal.
Para Ricardo Graça Aranha, líder do coletivo Amazônia na Rua, que organizou o ato na Cinelândia, as queimadas sempre existiram e os governos anteriores também falharam na preservação ambiental, no entanto, ele enfatiza que a atuação do governo de Bolsonaro é especialmente maléfica.
“Desde janeiro estamos denunciando o desmonte da estrutura de fiscalização e combate a incêndios, o desinteresse do ministro Ricardo Salles por qualquer questão ecológica. Bolsonaro nunca teve nem terá qualquer interesse em preservação ambiental, então qualquer medida que ele anunciar agora será só uma reação momentânea às pressões no Brasil e no exterior. Não acredito em nada do que ele vier a anunciar, porque não é uma filosofia de governo, é uma tentativa de amenizar as pressões”, afirmou.
Com informações de Rede Brasil Atual



