Da redação
As famílias camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores MPA-PI, dos municípios de Santa Cruz do Piauí, São João da Varjota, Campo Grande do Piauí e Francisco Santos, que são beneficiados pelo o Projeto Viva o Semiárido, também foram contemplados durante essa semana, com mais de cinquenta mil raquetes de palma forrageira, para a produção animal.
Sendo que até o final do mês, será entregue a mais municípios, sendo eles, Queimada Nova, Geminiano, e Itainópolis, totalizando mais de cem famílias com palma forrageira.

No estado, a água é escassa, e a palma que tem uma grande resistência , é uma alternativa de fonte de alimentação para os animais. As famílias que foram beneficiadas, é para a produção e reprodução, na cadeia de ovinocapricultura, em parceria com o Projeto Viva o Semiárido, MPA, FIDA e Governo do estado.
Para a camponesa e coordenadora do MPA, Vitalina Santos, é uma fonte de alimentação para as ovelhas, que as famílias receberão no próximo passo do projeto, tendo chuva ou não, temos condições de produzir palma.
É conhecida pelos os camponeses, como “feno verde” da família dos cactos, que se adapta bem ao clima semiárido brasileiro, porque não necessita de muita umidade para produzir. E assim garantir alimentação o tempo todo, para os animais. Sendo que também, pode ser usada, como planta medicinal, afirmou a coordenadora.
A palma em situação de manejo intensivo, pode alcançar por hectare produtividade de matéria seca, e de energia maior do que a cana de açúcar, e a silagem de milho, onde no período de estiagem, os camponeses, não tem condições de produzir essas plantas, e a palma, é mais viável para ser produzida.
Apesar da rusticidade, para produzir bem, a palma deve ser plantada em solo fértil e receber adubação adequada. Dependendo do tipo de cultivo e do desenvolvimento da planta, a colheita começa a partir do primeiro ano depois do plantio.

Josineide Costa, dirigente do MPA, argumenta, que isso nos anima para a produção de caprinos e ovinos, que são as espécies de animais apropriados para a nossa região, e que o cultivo da palma, será uma fonte para garantir a sobrevivência dessas espécies, concluiu a dirigente.
Com informações do MPA



