Da redação
Nesta quarta-feira (24), é celebrado o Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, data que homenageia mulheres que, com dedicação e força, sustentam suas famílias e comunidades por meio da coleta e processamento do coco babaçu. A atividade, que possibilita a produção de azeite, sabonetes e outros itens, foi reconhecida oficialmente no Piauí em 2015, pela lei nº 6.669, como símbolo de história, cultura e resistência.

Programas de apoio e geração de renda
A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) tem atuado para fortalecer essas mulheres, oferecendo apoio por meio de projetos como o Programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) e o Projeto Pilares de Crescimento e Inclusão Social (Pilares II). Essas iniciativas buscam não apenas melhorar a produção, mas também ampliar as oportunidades de geração de renda de forma sustentável.
Instituto Babaçu: diversidade de atividades
Em Palmeirais, o Instituto Babaçu, grupo formado por quebradeiras de coco, foi selecionado para receber investimentos do PSI. Para a presidente do instituto, Socorro Viana, a inclusão no programa representa mais que apoio financeiro: é uma oportunidade de diversificar atividades e ampliar o impacto econômico do grupo.
“O projeto vai beneficiar nosso grupo com novas atividades em nossos quintais. Como a safra do babaçu é sazonal, poderemos desenvolver alternativas que mantenham a renda durante todo o ano”, explicou Socorro. Ela acrescenta que a participação no programa fortalece não apenas a economia, mas também o orgulho cultural do grupo: “Somos mulheres que restauraram nossa cultura e, com o PSI, sentimos que nosso trabalho é valorizado e respeitado. Isso nos dá mais força para seguir com nossa profissão, que amamos profundamente.”

Ampliação da produção e novos produtos
Além do PSI, o Pilares II deve investir na cadeia produtiva do babaçu, garantindo segurança fundiária e promovendo práticas agrícolas sustentáveis. Segundo Liz Meirelles, diretora de Projetos Territoriais da SAF, o foco é ampliar a variedade de produtos: “Estamos discutindo alternativas que vão além do azeite, como sabonetes, sabão e até trufas. Esses produtos agregam mais valor ao trabalho e ajudam a expandir a produção para novos mercados.”
Apoio logístico e valorização cultural
A SAF também oferece suporte por meio da Quitanda da Agricultura Familiar, entregando embalagens, freezers, mesas e cadeiras, além de auxiliar na comercialização dos produtos. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) complementa a atuação, criando novas oportunidades para que as comunidades valorizem seu trabalho e suas tradições. Com o apoio da SAF, as quebradeiras de coco do Piauí não apenas fortalecem suas economias locais, mas também mantêm viva uma tradição cultural de resistência e empreendedorismo feminino, mostrando que sustentabilidade e inclusão caminham juntas.



