Da redação

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi) lançou, na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, em Salvador, um conjunto de ações para o Carnaval 2026. O anúncio reuniu representantes do poder público, gestores estaduais e integrantes de órgãos e instituições parceiras da política de promoção da igualdade racial.
Entre as medidas está a ampliação dos canais de denúncia de racismo e intolerância religiosa, com a criação da Zuri, ferramenta digital integrada ao WhatsApp do Centro de Referência em Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM). O nome, de origem africana, da língua suaíli, faz referência a princípios como acolhimento e cuidado, reforçando a proposta de fortalecer a proteção às vítimas durante a festa. A iniciativa realiza o registro inicial das denúncias, coleta informações sobre as ocorrências, oferece orientações automáticas e encaminha os casos para acompanhamento da equipe multidisciplinar do Centro.
Baseada em inteligência artificial, a ferramenta permite que vítimas e testemunhas registrem casos de racismo ou intolerância religiosa de forma remota, segura e acessível, 24 horas por dia, pelo número (71) 3117-7448. Durante o atendimento, a população terá acesso a link para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual, além de contatos para atendimento jurídico, psicológico e social prestado pela equipe do CRNM.
A Zuri também fortalece a atuação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa ao facilitar a articulação entre o CRNM, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) e outros órgãos parceiros, ampliando a visibilidade das políticas públicas de promoção da igualdade racial. A tecnologia ainda organiza os dados de forma estruturada, permitindo a geração de relatórios e indicadores que subsidiam a formulação, o monitoramento e o aprimoramento de ações.
Atendimento e monitoramento durante o Carnaval
Além da ferramenta digital de denúncias, a Sepromi manterá, durante o Carnaval, pontos de atendimento nos circuitos da festa. Haverá postos fixos de acolhimento na Praça Municipal, com estande do Centro de Referência, e na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, atendendo ao circuito do Centro Histórico.
Na Avenida Sete, o atendimento será realizado pelo Plantão Integrado em Direitos Humanos, na sede do Procon, na Avenida Carlos Gomes. Na Barra, o plantão funcionará na Avenida Centenário, no canteiro central, em frente ao Shopping Barra. Em Ondina, o atendimento será feito pela Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela, posicionada em frente ao Colégio ISBA.
A secretaria também atuará no monitoramento e na qualificação dos dados sobre ocorrências de racismo, com a integração das informações ao Observatório Municipal, iniciativa que contribui para diagnósticos mais precisos e para o aprimoramento das políticas públicas. As ações do período carnavalesco não se restringem à capital. A secretaria contará com equipes volantes para acolhimento inicial, orientação e encaminhamento das denúncias com atuação em dez municípios do interior da Bahia, entre eles Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Rio de Contas, Maragogipe e Vera Cruz. Alma Preta.



