Iphan Ceará realiza primeira exposição aberta do Museu Itinerante de Paleontologia e Arqueologia

Da redação

De 26 a 28 de agosto, a Superintendência do Iphan no Ceará, em Fortaleza, recebe a primeira exposição aberta ao público do Museu Itinerante de Paleontologia e Arqueologia (MIPA), organizada na Estação das Artes como parte do Mês do Patrimônio, campanha nacional que neste ano tem como tema “Participação Social, Territórios e Sustentabilidade”. Mostra aproxima público de fósseis, artefatos arqueológicos e conhecimento científico.

Foto – Acervo/Iphan

A iniciativa tem como objetivo aproximar a comunidade dos patrimônios arqueológico e paleontológico, promovendo acesso ao conhecimento científico e incentivando a preservação desses bens. O projeto é conduzido por estudantes de graduação em Biotecnologia, Farmácia, Biologia e Medicina, além de pesquisadores de pós-graduação em Medicina Translacional, com acervo do Laboratório de Bioarqueologia Translacional (LABBAT/NPDM), reconhecido pelo Iphan como Instituição de Guarda e Pesquisa.

Para a superintendente do Iphan no Ceará, Cristiane de Andrade Buco, abrir a exposição ao público permite que pessoas de todas as idades conheçam de perto o patrimônio arqueológico e paleontológico. Ela ressalta que a ação faz parte de um esforço maior de integração da instituição com a sociedade, aproximando o público da preservação cultural e científica.

A mostra está dividida em dois blocos:

  • Paleontologia: reúne fósseis de diferentes períodos geológicos, como o Cambriano (mais de 500 milhões de anos), Cretáceo (145 a 65 milhões de anos) e Quaternário (2,58 milhões de anos). Também estão expostas réplicas de crânios de Smilodon populator (tigre-dente-de-sabre) e Gastornis sp. (ave do terror).
  • Arqueologia: apresenta artefatos de pedra lascada e polida, peças malacológicas (conchas), cerâmicas Tupiguarani e reproduções de pinturas rupestres da Tradição Nordeste. O estudo dessas pinturas permite classificar os grafismos e diferenciar técnicas e temas de cada grupo humano, contribuindo para a compreensão da diversidade cultural da região.

Cristiane Buco enfatiza que a exposição é apenas o início de uma série de ações educativas planejadas pelo Iphan, incluindo palestras e outras atividades voltadas à preservação do patrimônio cultural material e imaterial do Brasil. A intenção é transformar a experiência em um instrumento de educação e valorização cultural, aproximando a sociedade da história e da ciência que cada peça representa.

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