Da redação
A atleta brasileira Bárbara Domingos, viveu no Rio de Janeiro um dos momentos mais marcantes de sua trajetória e da própria ginástica rítmica brasileira. A atleta se despediu de duas coreografias que a consagraram e encerrou o Mundial entre as dez melhores do planeta, feito inédito para o país. Ao lado dela, Geovanna Santos também brilhou em sua primeira final, finalizando a competição em 18º lugar e reforçando a presença do Brasil no cenário internacional.

Com a experiência de quem já esteve nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Babi mostrou confiança, técnica e maturidade. Durante boa parte da disputa chegou a ocupar a vice-liderança do grupo A, superando todas as notas da fase classificatória. No fim, prevaleceu a força da campeã olímpica Darja Varfolomeev, da Alemanha, seguida por Stiliana Nikolova, da Bulgária, e Sofia Raffaeli, da Itália. Ainda assim, a ginasta brasileira fez história ao garantir a melhor posição já alcançada pelo país em Mundiais, superando sua própria marca anterior, quando havia sido 11ª colocada em 2023.
“Estou extremamente realizada e com a sensação de ter cumprido meu papel. A Babi que se apresentou hoje é a Babi que sempre conheci. Me despeço dessas duas séries com orgulho e satisfação. Competir no Brasil trouxe uma motivação extra, e meu maior objetivo é deixar um legado para a ginástica rítmica. Mais do que o resultado, me sinto muito feliz com toda a minha trajetória”, afirmou Bárbara.
O resultado coroa um caminho construído com esforço e dedicação, sustentado também pelo apoio do Bolsa Atleta, programa do qual Babi faz parte há mais de uma década. Hoje, no patamar de Atleta Pódio, ela carrega consigo a responsabilidade de inspirar novas gerações da modalidade. O Mundial do Rio, mais do que medalhas, mostrou a força de duas atletas que transformaram a presença brasileira em algo muito maior: uma afirmação de que o país já é competitivo entre as principais potências da modalidade.



