Da redação
Cumprindo prisão domiciliar em hotel em Assunção há pouco mais de dois meses, Ronaldinho Gaúcho disse que tem conseguido treinar e manter a forma, embora já esteja entediado e preocupado com a pandemia do novo coronavírus. As informações são do ESPN.

Em entrevista ao jornal “Mundo Deportivo” nesta terça-feira (9), o ex-jogador foi além da rotina atual. Relembrou momentos no Barcelona e disse por que que em alguns momentos fica chateado ao olhar para trás na própria carreira.
“Nem sempre foi fácil, mas tentei trazer alegria fazendo o que sei fazer melhor: jogar futebol. Só fiquei triste quando não pude fazer as pessoas felizes. Felizmente, tive poucas lesões em meus vinte anos de carreira”, disse Ronaldinho.
Em março, ele e o irmão Roberto Assis foram presos por um mês no Paraguai por portarem documentos falsos. Acabaram liberados para cumprir prisão domiciliar em 7 de abril. Escolheram o luxuoso Hotel Palmaroga, cujo proprietário é familiar.
“Sim, eu sabia que o hotel pertence ao Grupo Barcelona {revelação feita pelo repórter espanhol]. Definitivamente, eu e o Barcelona parecemos estar unidos. Será sempre minha segunda cidade e é o clube mais incrível do mundo. Os torcedores moram no meu coração”, disse.
O craque revelou que o futebol o ajudou a suportar as horas mais difíceis da vida, como no período em que ficou detido e acabou fazendo amizade com os outros presos. Até participou de um torneio interno.
“O futebol está em todo lugar. É único e um fenômeno global. Sempre abriu as portas para mim, mesmo em muitos momentos em que tudo parecia difícil ou até impossível… Até me levou a Barcelona para realizar meus sonhos”, disse o jogador.
Durante esse período de confinamento no Paraguai, o brasileiro tem recebido mensagens de muitos amigos ex-companheiros do clube catalão, como Puyol. Todos manifestam carinho e apoio para ele superar essa fase.
Ronaldinho e o irmão Assis aguardam ainda julgamento e não pode deixar o Paraguai sem autorização da Justiça.
“Temos um excelente tratamento no hotel. Temos tudo bem-ordenado, ficamos calmos e eles fazem de tudo para tornar esse momento o mais agradável possível. Já se passaram 60 dias. As pessoas em suas casas devem imaginar como deve ser não poder fazer o que você está acostumado. Eu acho que é algo que permanecerá para sempre em todos nós depois de viver essa experiência complicada”.
“Estamos enfrentando uma pandemia que nos faz pensar na próxima temporada. A atual foi totalmente comprometida. Não tendo jogos há tanto tempo, imaginando estádios vazios e não tendo aquela energia que os torcedores dão… Vamos ter que nos adaptar. Falar sobre gestão de negócios não é o meu forte, mas o esforço terá que ser ainda maior para manter o clube no mesmo nível”.



