Da redação
Neste domingo (3), China e Rússia deram início à fase marítima do exercício naval conjunto Joint Sea-2025, realizado nas águas próximas a Vladivostok, no Extremo Oriente russo. A operação envolve manobras coordenadas entre navios das duas marinhas, com foco em múltiplos domínios de guerra naval, incluindo operações com submarinos. Com informações do Brasil 247.
A saída da frota começou nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h, com o apoio logístico de rebocadores e pessoal do porto local. Os primeiros navios a deixar o porto foram embarcações de resgate das duas marinhas, seguidos por destróieres chineses de última geração e navios de guerra russos, incluindo unidades com capacidades antissubmarino e de escolta. Após zarparem, as embarcações formaram uma esquadra combinada e seguiram em direção à área designada para as operações.

Já em alto-mar, as forças navais estabeleceram comunicações conjuntas, compartilhando informações sobre o clima, tráfego aéreo e movimentações marítimas na região. Antes dessa etapa, os comandos de ambas as marinhas haviam realizado um planejamento detalhado com base em cartas náuticas, ajustando estrutura de comando, normas de segurança e protocolos de coordenação. Também foram realizados intercâmbios técnicos sobre táticas de combate subaquático e operações de resgate de submarinos.
A programação do exercício, que se estende por três dias, inclui atividades como resgate em profundidade, guerra antissubmarino, defesa contra mísseis e ataques aéreos, além de simulações de batalhas navais. Estão previstos disparos reais, com o objetivo de testar e aprimorar a capacidade de cooperação entre as duas forças.
As autoridades militares chinesas destacaram que este exercício faz parte de uma agenda regular de cooperação bilateral e não se relaciona com nenhum país ou conflito específico. Especialistas observam que a presença de submarinos e a execução de missões de alta complexidade indicam um aprofundamento dos laços operacionais entre as duas marinhas.
Esta é a décima edição do Joint Sea, exercício iniciado em 2012 e que se consolidou como uma das principais plataformas de colaboração naval entre China e Rússia. Ao final da fase atual, está prevista uma patrulha conjunta no Pacífico Ocidental, reforçando a presença estratégica das duas nações na região e ampliando sua capacidade de atuação combinada.



