Da redação

Mais da metade da população mundial vive em cidades. Até 2050, o contingente urbano deve passar a representar cerca de 70% do total, afirma a Organização das Nações Unidas. Os centros urbanos são os principais impulsionadores das mudanças demográficas, econômicas e ambientais do século, mas também os que mais enfrentam desafios, entre eles o crescente déficit habitacional, a demanda por serviços de caráter universal, a emissão de gases de efeito estufa e a desigualdade social.
Segundo as estimativas do World Population Review (WPR) para 2026, as 10 cidades mais populosas do mundo também crescem, anualmente, a taxas superiores a 1%, com populações que ultrapassam os 10 milhões de habitantes. No Brasil, a cidade de São Paulo ocupa o primeiro lugar em população; já no cenário global, fica na 21ª posição, com aproximadamente 12 milhões de habitantes.
O continente asiático continua concentrando oito das dez cidades mais populosas do planeta, segundo o levantamento. A China aparece com cinco representantes — Xangai, Pequim, Shenzhen, Guangzhou e Chengdu —, reflexo de décadas de industrialização acelerada, urbanização planejada e intensa migração interna. A Índia tem duas cidades entre as primeiras colocadas: Délhi e Mumbai, impulsionadas por elevado crescimento populacional e expansão econômica contínua.
No continente africano, Kinshasa, na República Democrática do Congo, registra uma surpreendente taxa de crescimento anual de 5,13% — a maior entre as dez maiores cidades do mundo — e já alcança 21,8 milhões de habitantes. O avanço é impulsionado pela elevada taxa de natalidade e pela expansão econômica localizada, fatores que impõem forte pressão sobre infraestrutura, saneamento e geração de empregos.
As 10 cidades mais populosas do mundo em 2026
| Posição | Cidade | País | População | Crescimento anual |
| 1 | Xangai | China | 24.722.254 | 1,93% |
| 2 | Délhi | Índia | 23.390.383 | 2,42% |
| 3 | Kinshasa | República Democrática do Congo | 21.852.144 | 5,13% |
| 4 | Mumbai | Índia | 21.782.818 | 1,13% |
| 5 | Pequim | China | 21.571.693 | 2,06% |
| 6 | Karachi | Paquistão | 21.243.390 | 4,03% |
| 7 | Shenzhen | China | 20.622.629 | 2,64% |
| 8 | Guangzhou | China | 18.515.410 | 2,23% |
| 9 | Kano | Nigéria | 17.510.247 | 3,16% |
| 10 | Chengdu | China | 15.831.571 | 2,44% |
Segundo a pesquisa Lives, Choices and Futures, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que ouviu mais de 108 mil jovens entre 18 e 39 anos em 73 países, a maior parte da população jovem mundial enfrenta obstáculos como o alto custo da moradia, a insegurança financeira, a dificuldade para conseguir emprego estável e as incertezas econômicas.
Outros desafios incluem o avanço das mudanças climáticas e dos conflitos internacionais. Apesar disso, a maioria dos entrevistados afirma que deseja ter filhos, casar ou viver em união estável. Segundo o UNFPA, a queda da fecundidade observada em diversas regiões do mundo não decorre unicamente de uma mudança de valores, mas da dificuldade enfrentada pelos mais jovens para concretizar seus projetos familiares diante das condições econômicas atuais. Fonte – Revista Forum.



