País do BRICS compra petróleo iraniano pela primeira vez em 7 anos

Da redação

Legion-media.ru / Yousuf Sarfaraz / Avalo – Reprodução – RT Brasil

Um dos maiores importadores mundiais de petróleo bruto recebeu 44 mil toneladas métricas de gás liquefeito de Teerã. Refinadoras da Índia compraram petróleo bruto iraniano pela primeira vez desde 2019, em meio às interrupções no setor causadas pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, informaram autoridades indianas no sábado (4).

Segundo o Ministério do Petróleo e Gás Natural da Índia, as refinarias do país garantiram o atendimento de suas necessidades energéticas, incluindo com as importações de Teerã, sem enfrentar obstáculos de pagamento. Refutando rumores sobre supostos problemas nas transações, a decisão surge após o alívio temporário das sanções impostas pelos Estados Unidos, anunciado como uma medida de contingência para reabastecer as cadeias globais de energia, pressionadas pelo enforcamento de Ormuz. A Índia, um dos maiores importadores mundiais de petróleo bruto, enfatizou que mantém flexibilidade para obter petróleo de mais de 40 países.

O país também confirmou o recebimento de 44 mil toneladas métricas de gás liquefeito iraniano no porto da cidade de Mangalore, ressaltando que suas reservas energéticas estão garantidas para os próximos meses. O jornal britânico Reuters já havia sinalizado no fim de março que o alívio das sanções americanas levou comerciantes do Irã a oferecer petróleo a refinadores da Índia, indicando que os comerciantes buscavam pagamento em dólares ou rúpias indianas — não há informação sobre a moeda em que a efetiva transação foi realizada. Antes da suspensão de negócios entre os dois países, em 2019, a imprensa internacional noticiava que as transações eram pagas em rúpias.

Fechado para navios inimigos

Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região “nem uma única gota de petróleo” por mar, o que disparou os preços dos combustíveis. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito. O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. “Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão“, afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso. Fonte – RT Brasil.

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