O ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol poderiam realizar hoje uma das vontades manifestadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em mais de uma entrevista, Lula declarou que gostaria de debater, estar cara a cara com os responsáveis por sua prisão política. Nesta sexta-feira (1º), Moro e Dallagnol são esperados para a inauguração de uma delegacia para investigações de crimes financeiros e de corrupção na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. É lá que Lula se encontra desde 7 de abril de 2018, há 573 dias.

A visita está sendo considerada uma provocação pela direção do PT. “Essa visita é uma provocação indecente ao STF (o Supremo Tribunal Federal), que está para julgar os crimes que Moro cometeu contra Lula”, disse a presidenta nacional do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo. Moro está sob julgamento de suspeição na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP), ainda em segunda instância, mas que levou à prisão de Lula.
“[A ida do ministro a Curitiba é uma] tentativa abjeta de desviar o foco dos casos Queiroz e Marielle. Ministro dos factóides no governo das fake news”, ressaltou Gleisi. “O modelo de combate à corrupção de Sergio Moro é conhecido: perdoou as penas dos verdadeiros corruptos em troca de delações contra seu adversário político.”
Do Brasil 247



