PM agride servidores enquanto base do governo aprova reforma da previdência em São Paulo

Da redação

Servidores públicos que acompanham a segunda votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2019, que trata da reforma da previdência estadual, foram atacados pelo Batalhão de Choque da PM paulista com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha.

Policiais agrediram servidores que protestavam contra reforma da Previdência – Foto – Reprodução

Os trabalhadores tomaram as galerias da Assembleia Legislativa e as ruas do entorno, no Ibirapuera, zona sul, na manhã desta terça-feira (3) para pressionar deputados da base do governo João Doria (PSDB) a votar contra a medida. O texto base da PEC 18/2019 acabou aprovado por 59 votos a favor e 32 contra. Há ainda dois destaques para votação em separado.

Cerca de duas horas depois de começarem as discussões – acaloradas – entre os parlamentares, foram ouvidos disparos nos corredores da Alesp. Os policiais atacaram os servidores nas rampas de acesso ao prédio.

“Bomba de gás agora na Alesp. Parem de atirar nos servidores”, clamava da tribuna a deputada Isa Penna (Psol). Ela também acusou o presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB) de ser um “reizinho” autoritário a serviço do governador. Por conta da violência contra os manifestantes, a deputada também solicitou a suspensão da sessão, mas não foi atendida.

O deputado Emidio de Souza (PT) denunciou que ele e outros parlamentares de oposição também foram atingidos com jatos de gás de pimenta disparados contra os manifestantes. Em meio à violência nos bastidores, o presidente Cauê Macris (PSDB) deu início ao processo de votação.  Do lado de fora, também há registro de repressão por parte da PM.

As cenas de violência ocorreram minutos depois da votação que aprovou o roteiro dos trabalhos da sessão.

“Haverá ainda outros encaminhamentos, para termos então a votação do texto da reforma. Está difícil até de falar. O deputado Cauê Macris, o tirano que está a serviço de Doria, tem limitado o tempo, cortado falas. É um clima muito antidemocrático que a gente sabia que iria enfrentar. A minha esperança é que a gente tenha forças suficientes para não deixar passar essa reforma”, afirmou a deputada Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, que também é presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Com informações de Rede Brasil Atual

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