Com discurso de combate à corrupção, Bolsonaro posa com acusados de corrupção

Da redação 

 

No primeiro dia como presidente, militar diz que prioridade será combate à corrupção, mas “esquece” que montou ministério com nomes cheios de problemas na Justiça
Imagem – Reprodução – Agencia PT

O discurso segue o mesmo: mentiras, ódio contra a esquerda e adversários políticos, promessas infundadas e pouca ou quase nenhuma proposta concreta (ou que valorize o povo) para tirar o Brasil da crise. O que se viu na posse do presidente Jair Bolsonaro foi a repetição de tudo o que já havia dito durante a campanha eleitoral, com o suposto combate à corrupção sendo repetido à exaustão pelo militar.

Acontece que o próprio militar já desmentiu a si mesmo antes e volta enganar a população ao manter – sem dar qualquer explicação aos eleitores – em seu corpo ministerial ao menos nove ministros com problemas na Justiça. Muitos deles, como Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, com lugar de destaque ao lado de Bolsonaro em seu primeiro dia de governo.

Se quiser, portanto, começar a combater a corrupção, o radical da extrema-direita deve começar pelo seu próprio time e tirar do cargo todos os nomes com ficha suja. Além de Onyx, caixa 2 confesso e que usou dinheiro público para fazer campanha para Bolsonaro, Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura), General Heleno (Segurança Institucional), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Paulo Guedes (Economia), Marcelo Álvaro Antonio (Turismo) têm algum tipo de problema na justiça.

Armas de fogo

Quando disse em seu discurso que o brasileiro voltará a ter o direito à legítima defesa, Bolsonaro cometeu dois grandes erros: o primeiro foi ignorar o desejo da própria população. De acordo com pesquisa do Datafolha publicada no dia 31 de dezembro, 61% dos brasileiros são contrários à liberação da posse de armas pois “representa ameaça à vida das pessoas”.

Em segundo, mesmo após prometer respeitar a Constituição em juramento, Bolsonaro não leva em conta que a proposta de alterar a lei do desarmamento por decreto para dar posse de arma a todos os cidadãos sem antecedentes criminais e tornar o registro definitivo é ilegal.

De acordo com técnicos jurídicos ouvidos pela reportagem  da Folha de S. Paulo, a medida seria ilegal já que um decreto não pode alterar uma lei. E a do desarmamento é clara: em seu artigo 5º, ela diz que os requisitos para manter uma arma em casa devem ser comprovados periodicamente.

Fonte: Com informações de Agencia PT de Notícias

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