Da redação
Camponeses e camponesas organizados no MPA em Piauí ocuparam um prédio abandonado no centro de Picos, região centro-sul do estado, ontem, 25 de janeiro.

O Levante Popular da Juventude, o Comitê de Solidariedade do Vale do Guaribas, a Federação das Associações e Conselhos Comunitários (FAMCC) e o Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) também participaram da ação.
O objetivo é transformar o espaço em referência de alimentação saudável com preço justo e acessível para os trabalhadores e trabalhadoras. Devido ao abandono o espaço se transformou em um reduto para usuários de drogas ilícitas e pessoas em situação de rua.

Na ocupação, que ocorreu no horário da manhã, os primeiros atos foram de limpeza e organização do espaço e contou somente com a presença de sete militantes.
No prédio funcionava o Espaço da Cidadania e estava abandonado a mais de dois anos e pertence ao governo estadual. Era um local para fazer documentos e para informações.

“Há dois anos enviamos para o governador uma solicitação para que cedesse as organizações de Picos um espaço, um dos prédios públicos que está ocioso, abandonado. Nunca fomos atendidos, reenviamos novamente esse ano, e fomos atrás dos prédios públicos, e dos vários que tem, mapeamos um na avenida do centro de Picos, local de onde sempre sonhamos”, explica Josineide Costa, liderança do MPA no estado.
À tarde a polícia militar chegou a ameaçar despejo. Os comércios aos arredores do espaço chegaram a fechar quando viram tanta polícia.
“Entramos em contato com a vice governadora que no tempo de 2hs acionou a secretária de segurança pública para que os policiais se retirasse do local”, comentou Josineide Costa, coordenadora.
No local irá servir de base para movimentos sociais como o Raízes do Brasil, espaço para comercialização da produção camponesa, debates políticos em torno do tema da produção e consumo de alimentos sadios entre outras possibilidades.
“Pedimos que todos e todas venham visitar o Raízes do Brasil em Picos para juntos transformar um prédio abandonado em um espaço de vida, arte, cultura, solidariedade, ousadia e muito trabalho coletivo” convida Kazé.



