Da redação
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que o Preço de Paridade de Importação (PPI) deixa de ser “o único parâmetro”. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (2), ele disse que o PPI virou um “dogma”, uma “abstração”. Ressaltou que quem define a política de preços é o governo, e que na maioria das vezes vezes o PPI não serve para garantir competitividade do mercado de combustíveis. Com infromações da Rede Brasil Atual.

“Sempre tenho dito que política de preços é do governo. A Petrobras vai seguir preços competitivos conforme ela achar que deve ser para manter a sua fatia de mercado. Na maior parte do tempo, o PPI não é”, afirmou. “O PPI foi essencial para os importadores, não quer dizer que ele seja essencial para a Petrobras”.
Nesse sentido, ele frisou que o PPI vai valer a partir do “primeiro metro cúbico” que o país precise importar, após a Petrobras abastecer o mercado nacional. Ele aponta no sentido de “abrasileirar” os preços dos combustíveis, como prometeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha.
Hoje cerca de 25% do diesel e 20% da gasolina consumida no Brasil vem do exterior. No entanto, para atender o restante do mercado, a Petrobras estabelece os preços dos combustíveis como se eles fossem importados também. Não se trata apenas de acompanhar preços do petróleo no mercado internacional, cotados em dólar. A estatal contabiliza ainda “custos” com frete e tarifas portuárias que nem se quer existem.



