Da redação
O PSB inicia hoje a análise sobre a punição dos 11 deputados que desobedeceram a orientação partidária e votaram a favor da reforma da Previdência aprovada na Câmara. A punição máxima é a expulsão da legenda.

O principal entrave para a expulsão é que, com isso, o partido perderia 1 importante repasse de verbas do fundo eleitoral e partidário. Isso porque ambos levam em consideração a proporção das bancadas de todas as siglas para fazer a distribuição dos recursos. A do PSB, atualmente, é composta por 32 deputados.
Para o pleito de 2018, o PSB recebeu R$ 118 milhões. Caso este mesmo fundo tivesse sido repartido sem os 11 deputados, o montante do PSB seria, ao menos, R$ 17 milhões menor.
Isso porque, além da quantidade de deputados e senadores de cada partido, também foi considerada a quantidade de votos recebida por cada sigla nas eleições de 2014.
A regra de distribuição do fundo eleitoral do ano que vem ainda não está estabelecida, mas a tendência é que ainda seja valorizado o tamanho das bancadas federais na distribuição do fundo para as eleições de 2020.
O presidente do partido, Carlos Siqueira, afirmou que será dado “amplíssimo direito de defesa” a todos. “Além, claro, o respeito ao devido processo legal.”
Cada caso será analisado individualmente durante a reunião do diretório que acontece nesta 6ª e sábado. “Eles poderão, inclusive, querendo fazer, reforçar as suas respectivas defesas, embora já tenham apresentado por escrito”, afirmou.



