Uespi e MP tratam de projeto para combate à violência contra a mulher negra

Da redação

A Administração Superior da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e representantes da Promotoria de Justiça, que atua no enfrentamento à Violência Contra a Mulher, reuniram-se, nesta terça-feira (19), para discutir uma parceria que irá fomentar os projetos de combate à violência contra a mulher negra dentro da universidade.
Foto – Ascom – Uespi

 

Segundo o Ministério Público do Piauí, cerca de 70% das mulheres que sofrem violência domésticas são negras. Em consideração ao fato, o principal objetivo da reunião foi discutir sobre violência contra a mulher e apresentar dados. Além disso, destacar a importância de ações que efetivem o direito da mulher a ter segurança. O ministério desenvolverá projetos de pesquisa dentro da universidade.

O promotor de Justiça Francisco de Jesus, coordenador do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), afirma que é importante essa integração com os âmbitos institucionais para que haja maior alcance social.

“Nós viemos buscar um apoio e somar à Uespi nos seus programas sociais de violência contra a mulher. A universidade já realiza o trabalho de combate com pesquisas, projetos, palestras. O nosso foco é fomentar essas atividades para pessoas que sofrem diariamente com preconceito atrelados à violência, levando para as áreas de campo e da capital”, ressalta o promotor.

A professora Iraneide Soares, do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro/Nepa/Uespi, pontua que já estão sendo desenvolvidos vários projetos que têm as diretrizes relacionadas às problemáticas apresentadas. “Aqui no nosso âmbito universitário temos os segmento de várias pesquisas relacionadas ao racismo, mulher e negritude.  Já realizamos vários eventos desse viés. O ministério vem acrescentar na disseminação em vários âmbitos sociais, não só o acadêmico”, pontua a professora.

O reitor Nouga Cardoso acrescenta que é o papel social da Uespi levar esses assuntos para dentro do ambiente acadêmico, visto que a universidade é responsável pela formação de profissionais. “É uma forma de garantirmos e mostrarmos os espaços que todos devem ocupar democraticamente e sem descriminação de nenhuma natureza. A partir disso, sanar as problemáticas de preconceito e violência, impasses ainda muito presente na nossa realidade social”, conclui o reitor.

Fonte: Governo do Piauí

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