Casas de farinha podem ser fechadas no Piauí

 

Da redação

 

As casas de farinha pelo interior do Piauí correm risco de serem fechadas. Após uma verdadeira devassa nestes locais, o Ministério Público do Trabalho estadual e pernambucano, ameaçaram farinheiros a adotaram regras do Ordenamento Jurídico Trabalhista vigente no país para os trabalhadores.

 

Fiscalização acontece desde o mês de maio deste ano – Reprodução

 

Os locais mais prejudicados pela força da Justiça são as cidades produtoras da região de Paulistana, Caldeirão Grande, Simões e Araripina no Pernambuco. São municípios que vivem basicamente dessa cultura.

“Nós não queremos atrapalhar a atividade econômica. O Ministério Público do Trabalho quer que as atividades corram dentro do Ordenamento Jurídico Trabalhista”, explica o procurador do trabalho em Picos, Carlos Henrique.

 

Algumas casas de farinha já foram lacradas em Paulistana – Foto – Reprodução

 

Mas os prejuízos econômicos estão chegando com força nas cidades que dependem dessa atividade. A cidade de Paulistana, por exemplo, é um dos grandes cultivadores de mandiocultulra do Piauí.

 

Ministério Público exige o cumprimento das Leis trabalhistas – Foto Reprodução

 

No local, famílias inteiras dependem da época da farinhada para garantir renda. Segundo o prefeito de Francisco Pedro, se as casas de farinha forem todas fechadas, muitas famílias correm o risco de perder sua principal atividade econômica para manter o sustento.

“Se Deus nos livre essas fábricas de farinhas fecharem nós não sabemos nem como sobreviver”, alerta o prefeito.

Para achar uma saída, foi feita reunião com produtores e o Ministério Público Trabalho na intenção de contornar o conflito. A reunião aconteceu no auditório do Ministério do Trabalho na Rua Monsenhor Hipólito durante a manhã de hoje.

Diante de um levantamento de pesquisa e fiscalização de 27 casas de farinha no Piauí e o vizinho Pernambuco, algumas casas de farinhas já foram lacradas na região de Paulistana.

 

Criança de três anos trabalhando – Foto – Reprodução

 

As irregularidades encontradas nesses locais foram desde fatores burocráticos a riscos à saúde e segurança dos trabalhadores. Os casos mais graves encontrados pela fiscalização estão no vizinho Pernambuco, onde treze crianças, uma de três anos, foram flagradas trabalhando, ambos na cidade de Ipubi.

A operação de fiscalização teve início ainda no mês de maio deste ano. A iniciativa contou com auditores fiscais trabalhistas, procuradores trabalhistas, defensor público e policiais e percorre o Piauí e o Pernambuco.

 

 

 

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