Casas de farinha

Casas de farinha podem ser fechadas no Piauí

21 de outubro de 2019

 

Da redação

 

As casas de farinha pelo interior do Piauí correm risco de serem fechadas. Após uma verdadeira devassa nestes locais, o Ministério Público do Trabalho estadual e pernambucano, ameaçaram farinheiros a adotaram regras do Ordenamento Jurídico Trabalhista vigente no país para os trabalhadores.

 

Fiscalização acontece desde o mês de maio deste ano – Reprodução

 

Os locais mais prejudicados pela força da Justiça são as cidades produtoras da região de Paulistana, Caldeirão Grande, Simões e Araripina no Pernambuco. São municípios que vivem basicamente dessa cultura.

“Nós não queremos atrapalhar a atividade econômica. O Ministério Público do Trabalho quer que as atividades corram dentro do Ordenamento Jurídico Trabalhista”, explica o procurador do trabalho em Picos, Carlos Henrique.

 

Algumas casas de farinha já foram lacradas em Paulistana – Foto – Reprodução

 

Mas os prejuízos econômicos estão chegando com força nas cidades que dependem dessa atividade. A cidade de Paulistana, por exemplo, é um dos grandes cultivadores de mandiocultulra do Piauí.

 

Ministério Público exige o cumprimento das Leis trabalhistas – Foto Reprodução

 

No local, famílias inteiras dependem da época da farinhada para garantir renda. Segundo o prefeito de Francisco Pedro, se as casas de farinha forem todas fechadas, muitas famílias correm o risco de perder sua principal atividade econômica para manter o sustento.

“Se Deus nos livre essas fábricas de farinhas fecharem nós não sabemos nem como sobreviver”, alerta o prefeito.

Para achar uma saída, foi feita reunião com produtores e o Ministério Público Trabalho na intenção de contornar o conflito. A reunião aconteceu no auditório do Ministério do Trabalho na Rua Monsenhor Hipólito durante a manhã de hoje.

Diante de um levantamento de pesquisa e fiscalização de 27 casas de farinha no Piauí e o vizinho Pernambuco, algumas casas de farinhas já foram lacradas na região de Paulistana.

 

Criança de três anos trabalhando – Foto – Reprodução

 

As irregularidades encontradas nesses locais foram desde fatores burocráticos a riscos à saúde e segurança dos trabalhadores. Os casos mais graves encontrados pela fiscalização estão no vizinho Pernambuco, onde treze crianças, uma de três anos, foram flagradas trabalhando, ambos na cidade de Ipubi.

A operação de fiscalização teve início ainda no mês de maio deste ano. A iniciativa contou com auditores fiscais trabalhistas, procuradores trabalhistas, defensor público e policiais e percorre o Piauí e o Pernambuco.

 

 

 



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