Brasil lamenta suspensão de negociações sobre acordo global contra poluição plástica

Da redação

O governo brasileiro manifestou pesar neste domingo 17, pela nova suspensão da quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC), responsável por construir um tratado internacional para combater a poluição por plásticos, inclusive nos oceanos. A reunião, realizada em Genebra, na Suíça, não conseguiu avançar até o consenso global esperado. Segundo nota do Itamaraty, a delegação do Brasil participou de maneira ativa e construtiva das discussões, adotando uma postura de equilíbrio diante da polarização entre países. O país apresentou propostas em áreas estratégicas como financiamento, saúde, cooperação internacional e transição justa, sempre destacando a necessidade de apoio adequado dos países desenvolvidos aos em desenvolvimento.

Fto – Sara Rangel/Divulgação

Defesa de direitos e inclusão social

A posição brasileira também enfatizou o reconhecimento do papel fundamental dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, além de levantar a importância de proteger os direitos humanos de povos indígenas, comunidades tradicionais, marisqueiras e pescadores artesanais. Diplomatas ressaltaram que a abordagem sobre transição justa foi bem recebida por representantes do setor de reciclagem e organizações de trabalhadores, que reconheceram o valor social e econômico de milhões de pessoas envolvidas na gestão de resíduos.

Busca de consensos

Com uma postura intermediária, o Brasil procurou aproximar visões divergentes em pontos sensíveis, como a regulação de plásticos de maior impacto poluidor e os riscos à saúde humana. Apesar de avanços pontuais, o tempo disponível não foi suficiente para construir um consenso global. Na nota oficial, o governo reiterou sua determinação em seguir engajado no processo. “Depois de três anos de intensas tratativas no âmbito do INC, o Governo brasileiro reafirma sua determinação em buscar um acordo internacional que ponha fim à poluição plástica, assegure a proteção do meio ambiente e da saúde humana e contemple também as dimensões sociais sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável”, é o que encerra a nota do Ministério das Relações Exteriores.

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