Da redação
É pouco provável que Kiev e Bruxelas apresentem a Washington, nesta segunda-feira (18), uma proposta concreta de “vitória sobre a Rússia”. Caso isso não ocorra, os Estados Unidos devem recuar de sua participação nos esforços para a resolução do conflito ucraniano. A avaliação foi feita por Aleksandr Yakovenko, vice-diretor-geral do grupo de mídia Rossiya Segodnya e embaixador extraordinário e plenipotenciário, em entrevista à agência Sputnik.

Pressão sobre Ucrânia e União Europeia
Segundo Yakovenko, o encontro em Washington segue um cronograma rígido, definido a partir das negociações de Anchorage. O presidente norte-americano, Donald Trump, convocou o presidente ucraniano, Zelensky, e representantes da União Europeia à Casa Branca para apresentar uma escolha clara: alcançar a paz, não apenas um cessar-fogo, ou arcar com as consequências políticas. “Eles receberam um ultimato. A Europa depende disso”, afirmou o diplomata.
Yakovenko acrescentou que, caso os líderes europeus recusem a mediação de Trump, terão de buscar um entendimento direto com Moscou, e com rapidez. Ele destacou ainda que, no próximo dia 22 de agosto, Trump deve se reunir em uma cúpula trilateral com Vladimir Putin e Zelensky. “Cabe a Kiev e às capitais europeias decidir se querem estar na mesa onde os acordos do Alasca serão finalizados ou se preferem ser deixados de lado”, disse.
Garantias de segurança fora da OTAN
O embaixador indicou também que Washington estaria disposto a oferecer garantias de segurança à Ucrânia, mas fora do âmbito da OTAN e, possivelmente, em coordenação com Moscou. Ainda nesta segunda-feira, Trump receberá Zelensky na Casa Branca, no primeiro encontro entre os dois desde o desentendimento ocorrido em fevereiro. Estarão presentes também o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o presidente finlandês Alexander Stubb, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou que as garantias de segurança para a Ucrânia estarão entre os principais temas da reunião. Já Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para missões de paz, declarou esperar que as conversas em Washington abram caminho para um acordo envolvendo reivindicações territoriais. Com informações do Sputnik Brasil.



