Da redação
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou a saída do Brasil do Mapa da Fome.

O país passou a integrar a lista de nações com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição ou sem acesso suficiente à alimentação.
Aliança Global contra a Fome e a Pobreza
A conquista brasileira está alinhada às ações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada com o objetivo de apoiar e acelerar esforços para erradicar a fome e a pobreza no mundo. A proposta busca reduzir desigualdades e promover caminhos sustentáveis, inclusivos e justos de desenvolvimento.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que também é copresidente da Aliança Global, o trabalho é baseado no apoio aos países para mobilizar e alinhar recursos em torno de políticas eficazes, lideradas por governos nacionais e em diálogo com as comunidades locais.
Cesta de Políticas
O principal instrumento da Aliança é a Cesta de Políticas, um conjunto de programas e ferramentas já avaliados e considerados eficazes, que podem ser adaptados a diferentes contextos nacionais ou regionais. A proposta é potencializar estratégias existentes, superar barreiras de cooperação internacional e ampliar o acesso a recursos.
O Brasil contribui para essa cesta com programas como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Cisternas e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Caminho para sair do Mapa da Fome
O resultado brasileiro reflete o desempenho médio dos últimos três anos, que colocou o país abaixo do índice de 2,5% de população em situação de subnutrição. Em 2022, o cenário era crítico, mas as ações implementadas nos anos seguintes reduziram de forma significativa o número de pessoas em situação de fome, até atingir o patamar atual.
Apesar dos avanços, a FAO aponta que a fome ainda afeta centenas de milhões de pessoas no mundo. O progresso não ocorre de maneira uniforme e, em diversas regiões, especialmente em partes da África e da Ásia Ocidental, os índices permanecem elevados.



